Olá! Sou a Nathália Ferreira. Criei esse blog para mostrar um pouco do que gosto, como: fotografia, decoração, filmes, livros, seriados, músicas e várias outras coisas que vocês verão com o tempo. Futura designer de interiores e/ou fotógrafa. SEJAM TODOS BEM - VINDOS.

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Nostalgia do dia

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      Eu nunca fui boa com palavras, mas de uns tempos para cá parece que tudo o que me resta é abrir uma nova página e simplesmente dizer o que sinto, sem querer rimar, sem querer poetizar, apenas escrever o que passa em minha cabeça quando me lembro de você ou quando estou sozinha a ponto de poder ouvir meus pensamentos.
      De fato não é nem um pouco fácil, mas não significa que seja impossível. Não me importo que doa, não me importo em chorar porque eu sei que cada lágrima derramada é um dia a menos no meu amanhã que passarei chorando. Parece um pouco patético, mas faria sentido se você passasse meses pensando nisso, angustiantes meses que você não vira mais nada a não ser o seu triste reflexo no espelho, cansado, implorando para que você fizesse algo, qualquer coisa que te tirasse desse vazio imenso. Não é pra fazer sentido, é pra sentir.
      Não dava valor a nem metade das coisas que eu tinha antes de tudo isso acontecer, achava que sempre teria tudo isso ao meu lado, que era infeliz por não ter alguma coisa que desejava e que tudo e todos estavam contra mim. Bem papo de adolescente rebelde mesmo, aquele tipo de pessoa que acha que tem que controlar, moldar quem gosta para que sejam exatamente como quer. Para falar a verdade, esse discurso quando dito em minha cabeça parecia mais sensato.
      Não sei se é um tipo de prova de fogo ou qualquer coisa do gênero, mas esta se tornando cada vez mais difícil aceitar e ficar de pé, são muitos os problemas, muitas as duvidas. Metade do que eu penso jamais vou saber se é ou não verdade, não tenho como tirar a dúvida e por vezes acho que não deveria me martirizar com essas coisas, o passado ficou para trás. Mas parece que faz tão pouco tempo que tudo isso aconteceu.
      Agora tudo o que me resta é o silêncio, não há mais seu riso, não há mais brigas, tampouco momentos felizes. Estou sozinha. Torna-se suportável quando encontramos algo a que se apegar como um bom livro, um CD, mas de qualquer forma a dor permanece aqui dentro, insiste em crescer e eu insisto em querer disfarça-la. A gente acha que nunca pode piorar, até que vem a vida e nos faz calar a boca trazendo uma coisa que jamais poderíamos imaginar, nos fazendo sofrer, cair inúmeras vezes e ter que levantar sozinhos, isso é crescer?
      Quem sabe um dia eu me abra e conte o que tanto me machuca. Não é segredo, todos viram, todos sentiram quando você se foi. Mas sinto que mesmo depois de um ano depois eu ainda não consigo falar disso, parece que isso não aconteceu e eu estou apenas sonhando. Quem sabe...

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